Desde ontem, passaram a valer as novas especificações da gasolina comercializada no Brasil, estabelecidas pela Resolução 807/2020 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A nova gasolina, que traz maior eficiência energética e a promessa de reduzir o consumo em até 6%, terá de ser oferecida em 100% dos postos do País em até 90 dias - contados a partir de ontem.
No entanto, o combustível de maior qualidade já é produzido pela Petrobras desde o início deste ano, de acordo com Rogério Gonçalves - especialista em novos produtos da estatal e diretor de combustíveis da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva). "Muita gente não sabe, mas já está rodando com a nova gasolina há muitos meses", revela. Segundo Gonçalves, aproximadamente 90% da gasolina vendida em nosso mercado é refinada pela Petrobras e não é possível identificar a nova especificação na bomba. A nova gasolina não traz nomenclatura específica e visualmente é idêntica à antiga, esclarece. O engenheiro também informa que, ao contrário do que muitos pensam, a novidade nã.
Gonçalves acompanhou todo o processo que culminou na resolução da ANP. De acordo com o engenheiro, as discussões que levaram à alteração nas especificações do combustível derivado do petróleo tiveram início em 2017, após relatos de usuários e até de montadoras apontando aumento no consumo e até quebra de motores de veículos novos. "Começaram a aparecer muitas reclamações no mercado de usuários dando conta de elevado consumo. Ao mesmo tempo, montadoras passaram a reclamar de muitos casos de danos graves no motor, supostamente causados pela especificação inadequada da gasolina. A maioria causada por um fenômeno chamado de detonação, que pode até quebrar pistão". Rogério Gonçalves .

Como economizar gasolina - Divulgação - Divulgação