A balconista de 20 anos, e o companheiro dela, de 23, tiveram sua moto atingida por um carro que seguia atrás. Advogado do motorista nega que ele estava bêbado.



Uma jovem de 20 anos morreu em um acidente envolvendo uma moto e um carro, em Vila Velha, na Grande Vitória. A balconista Amanda Marques Pinto, de 20 anos, e o companheiro dela, de 23, tinham saído da casa da mãe da jovem, no bairro Jockey, também em Vila Velha, e seguiam de moto em direção a Avenida Carlos Lindenberg quando foram atingidos por um carro que seguia atrás, no mesmo sentido. Segundo testemunhas, o carro estava em alta velocidade.

Amanda morreu na hora. Já o companheiro, que pilotava a moto, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, onde permanece internado. De acordo com a Polícia Militar, o motorista do carro, Wagner Nunes, de 28 anos, se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi levado para Delegacia Regional de Vila Velha. Inconformada a mãe da jovem pede por justiça. Ela diz que várias pessoas que presenciaram o acidente e pararam para ajudar disseram que o motorista estava bêbado.



“O meu marido foi na delegacia e viu tudo. O rapaz estava embriagado, desnorteado”, contou. A Polícia Civil informou que o motorista do carro foi autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor. Ainda segundo a polícia, ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana no início da manhã deste domingo (18). Ramon Coelho Almeida, advogado do motorista, disse que o cliente se recusou a fazer o teste do bafômetro no local sem pensar. Por estar perplexo com a situação, segundo o advogado, ele não tinha orientação e não pensou nas consequências. O advogado disse que o cliente relatou que depois não lhe foi oferecido outro exame.



O advogado disse ainda que o motorista não havia bebido antes do acidente e que de acordo com os autos, com os guardas municipais e com policiais militares, Wagner não apresentava nenhuma característica de embriaguez, não tinha andar cambaleante e nem odor alcoólico. Ramon Coelho disse que em respeito a dor das famílias não vai mais se manifestar e só vai falar no decorrer dos autos. // TV Gazeta.