O delegado Kleber Gonçalves disse, nesta quarta-feira (25), que a jovem Erika Rodrigues Batista, de 18 anos, encontrada morta no distrito de Cumuruxatiba, foi estuprada e morta por estrangulamento. O responsável pelas investigações relatou que as informações foram confirmadas pela perícia.


“Não recebemos o laudo definitivo, mas ele [perito] confirmou que realmente houve a morte por estrangulamento, e realmente houve sim um estupro, até mesmo em relação a um sangramento que ela apresentava no momento da perícia”, detalhou o delegado.

O delegado já havia revelado na terça-feira (24) que a vítima foi encontrada sem as partes debaixo da roupa e que houve uma relação sexual. Erika foi encontrada morta na madrugada do último domingo (22), na Praia do Peixe Grande, que pertence ao município de Prado. Ela acampava com o namorado e outros dois casais no local.

Seis pessoas prestaram depoimento, cinco delas estavam com a vítima, no dia do crime. Segundo o delegado, a polícia segue quatro linhas de investigações, que não foram reveladas, para não atrapalhar a apuração do caso. Até o momento, ninguém foi preso e a motivação do crime segue em investigação.

A polícia ainda verificou se haviam câmeras de segurança na região em que a vítima foi morta, mas não houve resultado. Ainda segundo Gonçalves, a região em que a jovem foi encontrada morta não tem histórico de crimes violentos.

Jovem encontrada morta

A vítima acampava com o namorado e outros dois casais na praia do Peixe Grande. Segundo Jonatas Rocha, namorado de Érika, todos estavam jogando e bebendo no acampamento. Ele decidiu dormir em uma barraca, enquanto a jovem continuou conversando com o restante do grupo.

Foi a primeira vez que Érika viajou sem a presença de alguém da família, conforme os parentes. Ela era babá e aos finais de semana trabalhava em um lava-jato.

Momentos depois, Jonatas sentiu falta dela e saiu, junto com o grupo, para procurá-la. Foi quando encontraram a jovem já sem vida, em um praia que fica distante um quilômetro do acampamento.

“Já eram 22h30, falei com ela que eu estava indo deitar. Por volta das 3h30, senti falta dela, falei: ‘Erika, Erika, Erika’, ela não estava lá. Fui na barraca de Mateus, falei com ele: ‘Acorda, mano, minha namorada sumiu, vamos procurar ela na praia’", contou o jovem.

De acordo com informações da 8ª Coordenadoria Regional do Interior (8ª Coorpin), uma amiga de Erika relatou que elas tinham saído para passear, por volta das 1h da madrugada, mas as duas se desencontraram.

O corpo de Erika Batista foi enterrado na tarde de segunda-feira, no Cemitério Jardim da saudade, em Teixeira de Freitas. O sepultamento ocorreu sob forte comoção de familiares e amigos e houve protesto na cidade.

“Era uma menina trabalhadora, ajudava a mãe desde criança. Uma menina sempre responsável. É uma perda muito triste”, destacou a vizinha, Maria de Lurdes Cajá. (G1 Bahia)