A riqueza pessoal do empresário Mark Zuckerberg despencou quase US$ 7 bilhões em poucas horas nesta segunda-feira (4). A queda acompanhou a perda de valor ações do Facebook horas depois de denúncias de uma ex-funcionária sobre a empresa e a queda que deixa fora do ar os principais produtos da companhia - como o Instagram e WhatsApp.

Por volta das 15h30, os papéis caíam 5,45%, cotados a US$ 324,30. A Nasdaq caía 2,3%. O Facebook, Messenger, WhatsApp e o Instagram pararam de funcionar por volta das 12h30 (horário de Brasília). Agora, segundo levantamento da agência Bloomberg, a fortuna de Zuckerberg caiu para R$ 120,9 bilhões.

A causa da pande muncial ainda não foi divulgada. "Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido possível e pedimos desculpas por qualquer inconveniente", declarou o Facebook, nas redes sociais.

Uma pequena equipe de funcionários Facebook foi enviada ao data center de Santa Clara, Califórnia, para tentar uma “reinicialização manual” dos servidores da empresa. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.

Além dos três aplicativos, uma série de serviços apresentaram instabilidade diante do fluxo de usuários remanescentes, segundo relatos ao Downdetector: Telegram, Twitter, Google, Whatsapp Business, Twitter, Microsoft Teams, TikTok, Gmail, Youtube, Facebook Messenger, Google Meet, Zoom, Spotify, Google Play, Amazon, Outlook, Discord, SnapChat, NuBank, Caixa, Bradesco e Itaú.

Uma ex-funcionária acusou o Facebook de colocar o lucro acima da segurança de seus usuários. Segunudo ela, a empresa sabia que o Instagram estava piorando problemas relacionados a imagens corporais entre adolescentes. "Houve conflitos de interesse entre o que era bom para o público e o que era bom para o Facebook. O Facebook sempre escolheu otimizar para seus próprios interesses, como ganhar mais dinheiro", disse Frances Haugen ao 60 Minutes, programa da CBS News, no último domingo (3).

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