Com o argumento de que faltava a devida sinalização nas torres de energia na região do aeroporto, a filha do piloto de avião Geraldo Martins de Medeiros Júnior, Vitória Medeiros, pretende processar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pelo acidente aéreo que terminou com a morte de seu pai, da cantora Marília Mendonça e de outras três pessoas que estavam a bordo.

De acordo com O Globo, os advogados de Vitória Medeiros relataram que a Cemig alegou que a torre estava a 1 quilômetro de distância da zona de proteção do aeroporto, que é de 4 km. Contudo, a acusação aponta que a companhia tem responsabilidade em razão de ter “criado um perigo ao colocar a estrutura”.

Ainda conforme a publicação, o intuito do processo contra a Cemig é defender a honra do pai, que possuía 30 anos de profissão. Sobre o acidente, a Cemig divulgou a nota:

A Cemig esclarece que a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente do dia 5 de novembro, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro (como mostra imagem já divulgada pela Cemig).

Reiteramos que a Cemig segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projetos.

A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre que teve seu cabo atingido.

As investigações das autoridades competentes irão esclarecer as causas do acidente. A companhia mais uma vez lamenta esse trágico acidente e se solidariza com parentes e amigos das vítimas.//Por: Reprodução/Redes Sociais